domingo, 6 de maio de 2012

Cláudia Abreu: ''Voltei com tudo''



Todo mundo vê Cláudia Abreu, 41 anos, arrasando na pele da Chayene, a exuberante cantora de tecnobrega da novela Cheias de Charme. O que poucos conhecem é a Cláudia despida de qualquer figurino e, discretíssima, levando a vida de uma mulher comum. Mãe de quatro filhos, ela faz uma verdadeira ginástica com o tempo para dar conta das crianças (Maria, 11, Felipa, 5, José Joaquim, 1 ano e 10 meses, e Pedro Henrique, 7 meses), do marido, o cineasta José Henrique Fonseca, 47, e da carreira. Foi por causa da dedicação à família que a atriz estava longe da TV desde 2008, quando fez Três Irmãs. Dar conta de tudo não é fácil e, raramente, sobra tempo só para ela. Mas Cláudia não reclama: garante que cuidar dos filhos é cuidar de si própria.


Você sempre quis ter uma família grande?
Sempre achei lindo para os outros, mas não imaginava isso comigo. Foi um presente incrível da vida. Não foi planejado. Admirava muito quando as pessoas falavam que tinham quatro filhos. Aquilo era algo distante, mas a vida me trouxe isso de uma maneira totalmente inesperada, e foi muito legal, porque acho que tem a ver comigo ser mãe de quatro filhos. Com eles descobri uma alegria de doar amor. Fico tão encantada de ver o crescimento de cada um, eles se desenvolvendo, e como cada um é diferente do outro. Acho que posso dar bem conta dos quatro.

Vai ter o quinto?
O quinto não, porque quero cuidar bem dos quatro. E cada um tem de ser muito bem cuidado. Às vezes, entro numa loucura, porque acho que é necessário lidar com eles como se fossem únicos. Buscar cada um, levar
cada um e ficar com cada um de uma maneira como se fossem únicos. É impossível, mas tento dar bastante atenção de forma especial, para não ter aquela coisa de estar cuidando de um bando. Cada um tem uma individualidade. Aí, um dia você prioriza um, o outro no dia seguinte, mas sempre enxergando o indivíduo.

Saíram notícias de que Pedro tinha alergia ao leite materno. Como ele está?
Ele está bem. Pedro apenas tem uma intolerância à lactose, mas contei isso para alguém num papo informal e fizeram um grande escarcéu. Ele não tem nada além de uma intolerância à lactose, o que muita gente tem.

Como foi voltar a trabalhar?
É sempre difícil, muito difícil mesmo. Eu tenho dois bebês pequenos. Eles precisam muito de mim, mas também tenho de trabalhar. Passei bastante tempo cuidando deles e continuo cuidando. Aliás, não sei mais nem o que é dormir...

Você sentiu saudade da rotina de gravação?
Ah, senti! Tenho muitos amigos na televisão, desde a equipe técnica até os atores, diretores e pessoal da produção. Você convive muito tempo com essas pessoas, e eu estou há tantos anos fazendo novela... É muito bom. Você cria amizades muito longas, daquelas que passa um tempo sem ver, mas, quando volta e revê, são sempre velhos amigos. Fora os novos que a gente faz. É uma profissão que propicia muito afeto, muito astral e muita cumplicidade nessa longa estrada.

Você aparece em roupas muito justas na novela, faz dieta?
Estou na batalha (risos). Mas a Chayene tem de ter uns quilinhos a mais mesmo, porque ela acha que está sempre gorda... Então, ficar magérrima não é o caso. Mas já estou de novo com o corpo que estava antes da gravidez.

Ginástica ou musculação?
Ginástica já é a minha vida. Não tenho muito tempo, mas dou uma segurada à noite na alimentação e, quando posso, faço esteira.Agora não estou conseguindo. Atualmente, o tempo que tenho livre é para ficar com as crianças.
Fico com pena de fazer algo sem elas.

Na novela Cheia de Charme, sua personagem, Chayene, trata mal as empregadas domésticas. Como é a sua relação com quem trabalha para você?
Eu adoro! A Chayene chama todas de ''amadinha'', e eu simplesmente adoro as minhas ''amadinhas'', minhas secretárias (duas babás e uma que cuida da casa). Tem uma especial que está há muitos anos na minha família
e veio trabalhar comigo. Ela me ajuda muito com as crianças. Acho que o mínimo que se tem de fazer é tratar bem uma pessoa que deixa a própria família em casa para ajudar você a cuidar da sua. Na verdade, tem de tratar muito bem!

Você canta e dança na TV, pensa em seguir uma carreira musical?
Não, não! Quem sou eu? Imagine! Faço aula de canto há muitos anos por causa do teatro e já cantei no cinema e no teatro. Estava parada havia cinco anos, porque tive dois bebês e estava vivendo outras coisas. Mas, aí, voltei
com tudo. Já a dança, faço as coreografias com o Fly e é bem pontual, em cima do que se precisa para cada cena. Mas do que mais gosto mesmo é que é muito divertido poder ter esses recursos todos para usar.

Em que momento a Cláudia Abreu é brega?
Em muitos. Dizem que ser romântico é brega, né? Então, eu sou. Sabe quando toca aquela música bem romântica no rádio, você para, vira a cabeça de lado e se sente brega imediatamente? É muito bom ser brega. Significa que você está deixando a crítica de lado e está só curtindo a sensação que pintou naquele momento. No bom sentido, ser brega é isso. No mau, não tem nada mais brega do que ser arrogante.





Fonte: Contigo

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