segunda-feira, 30 de abril de 2012

5 perguntas para Cláudia Abreu



Geraldo Bessa/TV Press

Cláudia Abreu garante que tem autonomia para dizer não à Globo. A certeza dessa independência artística fica evidente ao analisar a carreira da atriz, que este ano completa 26 anos de televisão e conta com vários convites e apenas 13 novelas no currículo. Com uma lista de recusas que inclui desde minisséries de sucesso como Hilda Furacão, de 1998, a novelas como América, de 2005, e Beleza Pura, de 2008, Cláudia está longe da tevê desde a fraca Três Irmãs, exibida naquele mesmo ano. “Não tenho nada contra a tevê. Mas tive outras prioridades ao longo da vida. Em alguns momentos estava mais para o cinema, outros para o teatro. Fora isso, hoje sou mãe de quatro filhos. Isso pesa na escolha dos meus trabalhos”, conta a mãe de Maria, Felipa, José Joaquim e do pequeno Pedro Henrique, de apenas 6 meses de idade.


Mix – Você está longe das novelas desde Três Irmãs, de 2008. O que a fez acertar sua volta em Cheias de Charme?
Cláudia Abreu – No geral, a linguagem divertida e o alto teor de novidade da trama me instigaram. Falar das relações entre empregadas e patroas não é nada novo. Mas, pelo contexto da novela, é ousado. Acho a ideia de variar um pouco a figura da protagonista muito válida. Hoje em dia, essa troca está muito evidente. Fora que a Chayene é daquelas personagens irrecusáveis. É totalmente diferente de qualquer coisa que eu tenha feito. É uma figura acima do tom, que corre por fora do naturalismo. Então, é possível fazer um bom trabalho de composição. Posso mostrar com ela outra forma de interpretar.

M – O forte apelo musical da personagem foi importante para aceitar o convite?
C – Eu queria sair da minha zona de conforto. Não queria nada óbvio. Ao fazer uma personagem que, além de interpretar, canta e eventualmente dança, tenho a sensação de que estou trabalhando de uma forma mais completa. É um exercício de versatilidade. Acho que precisava disso depois de ficar tanto tempo sem gravar e sem ensaiar um espetáculo.

M – Já pensou em construir uma carreira paralela de cantora?
C – Não... Nunca! Quem sou eu para querer uma coisa dessas? Não tenho talento e nem tempo (risos).

M – Mas gosta do que está vendo e ouvindo na novela?
C – Sou extremamente autocrítica. Acho que agora eu consigo assistir a uma cena minha de forma menos dolorosa. Mas me ouvir na tevê é novo e ainda não estou gostando. Essa personagem me deixa ainda mais atenta a todas as marcações e nuances durante a cena. Eu gosto de cantar, não sou uma Marisa Monte, mas me viro. A própria Chayene também não tem uma grande voz, então serve a minha mesmo (risos).

M – Depois de cantar no teatro e em filmes, como O Caminho das Nuvens, de 2007, esta é a primeira vez que você canta na televisão. Procurou se preparar de alguma forma especial para a Chayene?
C – Faço aula de canto há muito tempo, mas estava parada há uns cinco anos. Retomei as lições com o preparador vocal Vitor Prochet de forma intensa. Querendo mesmo trabalhar a voz. Além disso, tenho ajuda do Danilo Tim, que auxilia nas cenas musicais da novela. Ele cuida muito bem de mim, do (Ricardo) Tozzi e das “empreguetes”.


Fonte: Gaz

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